terça-feira, 29 de março de 2011

Dentro do Ônibus.

Segunda brava, de muito sol, greve no metrô e todos os ônibus passando entupidos. Após um bom tempo aguardando um bendito de um ônibus passar, tive a sorte de entrar em um que teria pelo menos a dignidade de não ir me aventurando nas portas. Consegui, depois de muito me esforçar, ir para o fundo (Já repararam que niguém vai para a parte de trás dos ônibus? Ficam todos entulhados como sardinha pr[oximo da roleta ou na porta do meio ) e parei em frente duas mulheres que começaram a conversar disparadamente sobre seus relacionamentos.
Nesse momento, até tirei os fones de ouvidos, aliás, já disse que sou o mau humor em pessoa de manhã? Tirando os fones comecei a prestar atenção na conversa delas (coisa feia, atire a primeira pedra que nunca o fez) onde fiquei sabendo que as duas eram domésticas. A primeira começa a falar que a patroa e muito boa, que ela dá folga no dia de domingo, que paga o salário direitinho, não enche o saco para nada e que até deixa ela ver novela a tarde, mas como tudo você pode esperar, ela solta para a amiga: Só de vez em quando eles gostam de fazer um tal de menáge ... Pasmem, isso mesmo, a patroa era ótima, porém ela tinha que participar de relações sexuais com o casal, que no fim da conversa descobri que tinham entre seus 70 e 75 anos. A amiga, sem palavras disse que nunca aceitaria isso, pois inclusive, agora está com namorado novo, e que não teria intenção de trair, pois ama muito o rapaz. Ela contou que ele é muito bom, compra as coisinhas para a casa dela, olha a menina dela o dia todo e tudo mais. Quando ela entra no assunto intímo do casal, acho que nessa hora ninguém mais ia ficar de boca aberta depois do menage a tróis com o casal de velhinhos, foi quando veio a bala: Até disse pro Regiscleidson que eu aceito apanhar, aceito fazer tudo que ele quer, porém não põe a mão na minha filha, ela tem 11 anos é uma menina inocente, e você não vai acabar com a vida dela não. Pois você estrupava sua filha, a minha você não coloca a mão não.
Sim, todos pasmos olhando para a mulher e ela ostentando a foto do Regiscleidson, falando: Oh homem bom! Melhor do que qualquer um que ja peguei.

Nesse momento coloquei os fones novamente, não era obrigado a ouvir mais aqueles absurdos. Começou um ti ti ti dentro do ônibus, mas graças a Deus meu ponto chegou, desci e só ouvi o pau quebrando dentro do coletivo.